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"Olhos Corrompidos pelo Coração" ou Sayonara Zetsubou Sensei sobre a Percepção



Palmas, palmas e palmas.

É por isso que eu gosto tanto das mídas japonesas.

Esse trecho foi tirado do mangá “Sayonara Zetsubou Sensei” (Adeus Professor Desespero, em tradução livre) e demonstra como a percepção pode ser alterada por nossos “corações” (coração como a parte que lida com sentimentos e emoções enquanto cabeça lida com fatos, números, lógica).

Concorrente ao meu tema favorito atualmente, egoísmo, pode-se ver onde uma percepção caolha pode alterar o significado das coisas.

E logo que o blog era para ser sobre ampliar a percepção, fico feliz em ter descoberto um dos motivos de a minha visão ficar ofuscada.

Já comentei em post anterior como o egoísmo pode alterar a percepção que temos das coisas do mundo, criando até mesmo a ilusão de que estamos corretos, de que estamos sendo vítimas, de que estamos fazendo o suficiente.

Hoje eu vou ampliar o conceito, e falar sobre o que causa o egoísmo.

O egoísmo está lá na grande família chamada imaturidade.

E ele é o fruto do que chamo de “pobreza espiritual” (nada de fantasminhas aqui, ok). Quando eu me refiro espiritual quero dizer de espírito, das coisas imateriais.

E o que é a pobreza espiritual? É o temor de perdemos aquilo que temos (e repare, o medo de perder só surge quando acreditamos “possuir” algo).

O medo de perder faz com que nos agarremos de forma irracional aquilo que “possuímos”.

E ao agarrarmos irracionalmente, a visão fica distorcida, ofuscada, obscurecida. Não enxergamos mais a verdadeira realidade, e sim uma realidade a favor daquilo que queremos manter. É um tiro na testa da criança chamada verdade.

A partir daí, as coisas ficam muito feias. Sem a verdade para nos guiar, andamos somente pelos caminhos errados, vemos apenas parte da paisagem.

Outro motivo do egoísmo é o medo. Medo de se entregar, medo de depender do carinho de outra pessoa, medo de se comprometer.

Enxergar parcialmente é algo muito negativo, e o egoísmo é um dos motivos para que a visão parcial aconteça. Portanto, o egoísmo precisa ser combatido.

E por combater, não digo destruir, digo transformar. A vida inteira é uma batalha, estamos sempre combatendo, ou defendendo algo. Quando combatemos, quanto mais informações possuímos sobre nosso adversário, mais estratégias podemos construir com base nas fraquezas inimigas. Não destruímos o egoísmo, mas sim transformamos, usamos a alquimia interna, para torná-lo algo mais elevado (base do tantra).

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  1. 23 de abril de 2009 às 03:27

    …A M E IA M E IA M E IA M E IA M E IA M E IA M E I…

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