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Adversário


Sim, me abatem,
o inimigo tanto criticado,
suas imaturas tentativas,
e modo de agir irracional…

Horror que sinto, febril
(lágrimas cachoeiras)
nele vi meu reflexo,
no detestável adversário!

Me vi em seus avanços
desesperados
seus ataques infantis
diferentes armas,
intenções semelhantes!

Reduzimo-nos
a isso?
Me é tão repugnante
Curvo meus braços,

rosto coberto, vergonha!

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Categorias:angústia, poesia
  1. 1 de outubro de 2010 às 20:17

    Sem dúvida, há mais raiva do semelhante! Pois é ele que nos mostra o quanto somos – pequenos -, especialmente por odiar.Beijos!Ana

  2. K
    2 de outubro de 2010 às 14:07

    Vi que muito da indignação que eu sentia, podia ser aplicada a mim mesmo. Foi uma descoberta dolorosa.

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