Inicial > alquimia, ferramentas, pseudo-guru, texto > Mente e Coração

Mente e Coração


Quando o amor marca, podemos comemorar uma coisa: o fato de ainda podemos amar, se apaixonar, gostar de alguém. O mundo está cheio de pessoas, e quantas delas conhecemos?

Conhecemos poucas

Nesses momentos é complicado ser racional. Sabemos o que deve ser feito, o que deve ser sentido… mas o que sobra é a revolta, a tristeza, uma sensação de injustiça, indignação.

Isso tudo é absolutamente normal; deixe fluir tudo isso, chore se teu corpo assim sentir. Você tem todo o direito de se sentir triste, pelo menos por enquanto… Mas depois que o tempo passar, você vai melhorando. Esse sentimento, acontece apenas hoje, e tem o amanhã, e depois outro amanhã. É um longo prazo, dias, semanas, meses, anos…..

Depois de um certo tempo, você vai lembrar dessas coisas como se fossem um filme ou livro, uma estória, algo que não te atinge mais, pelo menos não com toda a força que está atingindo agora, nesse momento

E quando o hoje for passado, você vai precisar criar um novo presente, e aí surge a chance de você tentar de novo, moldando um novo futuro.

Vai se apaixonar de novo. Pode ser que você queira definir que não tem coração, que vai se distanciar…. mas o coração humano não funciona assim…. paixões nascem ali a toda hora

Tudo bem se demorar… faz parte também. Tudo tem seu ritmo, igual as estações de ano.

Nesse momento, devido a tristeza, a tendência é pensarmos que não somos merecedores da felicidade. O problema é: nossa visão, nesse momento, está nublada pela raiva e descontentamento. É como tentar olhar para um quadro usando um saco plástico na cabeça: tudo fica borrado. O saco plástico é a tristeza. E aí o que fazemos é aumentar todos os pontos negativos e enfatizar eles. De repente, nosso “paraíso” se torna o inferno. Tudo que enxergávamos como benção é transformado em maldição. Isso é o oposto do que se procura com a alquimia.

Tristeza, drama, injustiça: é o chumbo. Não podemos jogar o chumbo fora, jogar a dor fora. Temos que trabalhar ela. Sem ela, não podemos alcançar algo maior. Quando sentimos desconforto, procuramos nos sentir melhor, pois a vida em eterno desconforto seria insuportável. Porém, as vezes deixamos de perceber que esse desconforto é a matéria-prima. É o material que servirá para chegarmos ao ouro.

E o que é o ouro? Ouro é aquilo que você procura, é o seu objetivo. É algo particular, não pode ser compartilhado, pois é algo que apenas você entenderá.

Existem maneiras de evitarmos o desconforto, mas elas acabam tornando o aprendizado nulo. É possível passar pelas tempestades que atingem o barco escondido em um barril, mas quando o barco atracar em uma ilha paradisíaca. Você estará no barril. E então o barco sai de novo, e enfrenta outras tempestades e perigos, mas você está a salvo. E continuará assim.

Nesse estado de dor, meditando enquanto se está no desconforto, na proa do navio que treme, o céu negro, relampejando, podemos acabar chegando a maravilhosa conclusão de que nós somos o problema.

E aqui está uma valiosa lição: sim, somos o problema. Mas, antes de cometer alguma loucura, pare e pense. Todas as pessoas são assim. Umas disfarçam melhor, mas todos temos problemas, dúvidas, dificuldades, manias, psicoses. Quem se demonstra muito “certinho”, está apenas exercitando seu lado de ator, de artista, um dom teatral.

Muitas vezes os nossos lados problemáticos são o nosso “charme”, parte de nossa identidade, personalidade. A lição de que falo aqui, é algo já antigo, se refere a responsabilidade. Quando admitimos que somos o problema, estamos deixando de fazer o que é mais cômodo nas situações de crise: culpar o externo. Os outros, o mundo, a vida, o universo.

Mas é muito fácil deixar-se abater ao chegarmos nessa conclusão. Novamente aqui se exige um espírito alquímico. Aqui é necessário ser o cientista.

Temos duas ferramentas: coração e mente. O coração é o lado emocional, e a mente o lado racional. E como ferramentas da vida real, cada uma tem seu momento a ser utilizada. Pregar um parafuso, e parafusar um prego…? Não parece sensato.

Quando a ferramenta do coração está passando por um desgaste muito grande, talvez seja necessário usar a outra ferramenta. E como trabalha um cientista? Usando o método científico. No método científico, apenas testes e resultados são observados. Sentimentos são abortados. Não se critica o que é bonito ou feio, apenas se funciona ou não.

Embora tenhamos as duas ferramentas, muitas pessoas as vezes ignoram uma delas, ou as usam nos momentos errados.

  1. 5 de outubro de 2010 às 09:00

    Obrigado pelas palavras……aleu mesmo..vou deixar as feridas fecharem pra depois pensar nessas coisasBjusssss

  2. K
    5 de outubro de 2010 às 09:31

    Vai lá querida, algumas coisas só com o tempo mesmo, e obrigado a você também 🙂

  1. No trackbacks yet.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: